sábado, 17 de novembro de 2012

Amizades...

Já há algum tempo que ando a pensar nisto...e a vida vai clarificando tudo à nossa volta, como se de um jogo em que as peças encaixam na perfeição se tratasse.

Vivemos com alguns sonhos, com uma melhor ou pior percepção do que nos rodeia, com uma maior ou menor paixão por tudo o que nos é presenteado pela vida.

A par da vida familiar, rodeiam-nos os amigos, as amizades...Aquelas pessoas que passam na nossa vida e deixam um pouco de si e levam um pouco de nós, aquelas pessoas que passam e ficam na nossa vida e aquelas pessoas que passam e não ficam.

Já tarde e com alguma maturidade consegui reflectir sobre este tema, durante muito tempo, não deixava que as pessoas entrassem na minha vida, para não as ver partir, hoje sinto que as pessoas se aproximam com uma missão e deixo-as entrar e permanecer se sentirem como eu, se a sintonia se instalar.

Sou uma pessoa que vive intensamente, que não concebe relações mornas, por isso é mais difícil permanecer. Gosto com o coração e se do outro lado não houver reciprocidade, então, não cobro porque não ligam, porque simplesmente já não devemos fazer parte da vida deles e por isso não nos ligam e simplesmente deixo seguir.

Tenho amigos que se contam pelos dedos das mãos mas sem os quais não passo, o tempo pode passar, a distancia ser muita mas estamos juntos e sabemos.

Tenho aqueles amigos a quem posso ligar a meio da noite, que sei me acolhem, me dizem o que quiserem que não levarei a mal, porque gosto deles e gostar está para além daquilo que eles são, é uma dimensão de almas que caminham juntas.

Quando parti para uma vida a 7000 quilómetros de casa, questionei o valor de cada uma destas palavras, criei expectativas que não eram expectáveis e aprendi o valor e sentido do que é realmente a amizade.

Houve amizades de todas as horas.... (uma) que vem comigo até à Lua e mesmo muito longe continuo a lêr-lhe os pensamentos e a conhecer-lhe as suas horas boas e más, houve aquelas que passaram e deixaram de ligar porque se calhar não éramos assim tão importantes nas suas vidas e faz parte da vida deixar e aceitar que assim seja, e há aquelas que se cruzaram no nosso caminho e ficaram e acompanham-nos todos os dias,a toda a hora e estamos juntos para o que der e vier e a sensação é muito boa, sabemos que não estamos sozinhos neste fim de mundo e sabemos que faz sentido rirmos e chorarmos juntos.


©Carla Zenóglio de Oliveira




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