sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Porque nunca é demais relembrar....

A 20 de Novembro comemora-se o Dia Internacional dos Direitos da Criança, pois foi nessa data, em 1959, que a Organização das Nações Unidas aprovou a Declaração dos Direitos da Criança, com 10 Princípios:


Princípio I – Direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.

• A criança desfrutará de todos os direitos enunciados nesta Declaração. Estes direitos serão outorgados a todas as crianças, sem qualquer excepção, distinção ou discriminação por motivos de raça, cor, sexo, idioma, religião, opiniões políticas ou de outra natureza, nacionalidade ou origem social, posição económica, nascimento ou outra condição, seja inerente à própria criança ou à sua família.

Princípio II - Direito a especial proteção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.

• A criança gozará de protecção especial e disporá de oportunidade e serviços, a serem estabelecidos em lei por outros meios, de modo que possa desenvolver-se física, mental, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade. Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a que se atenderá será o interesse superior da criança.

Princípio III - Direito a um nome e a uma nacionalidade.

• A criança tem direito, desde o seu nascimento, a um nome e a uma nacionalidade.
Princípio IV - Direito à alimentação, moradia e assistência médica adequadas para a criança e a mãe.
• A criança deve gozar dos benefícios da assistência social. Terá direito a crescer e desenvolver-se em boa saúde; para essa finalidade deverão ser proporcionados, tanto a ela, como à sua mãe, cuidados especiais, incluindo-se a alimentação pré e pós-natal. A criança terá direito a desfrutar de alimentação, moradia, lazer e serviços médicos adequados.

Princípio V - Direito à educação e a cuidados especiais para a criança física ou mentalmente deficiente.

• A criança física ou mentalmente deficiente ou aquela que sofre de algum impedimento social deve receber o tratamento, a educação e os cuidados especiais que requeira o seu caso particular.
Princípio VI - Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.
• A criança necessita de amor e compreensão, para o desenvolvimento pleno e harmonioso da sua personalidade; sempre que possível, deverá crescer com o amparo e sob a responsabilidade dos seus pais, mas, em qualquer caso, em um ambiente de afecto e segurança moral e material; salvo circunstâncias excepcionais, não se deverá separar a criança de tenra idade da sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas terão a obrigação de cuidar especialmente do menor abandonado ou daqueles que careçam de meios adequados de subsistência. Convém que se concedam subsídios governamentais, ou de outra espécie, para a manutenção dos filhos de famílias numerosas.

Princípio VII - Direito à educação gratuita e ao lazer infantil.

• O interesse superior da criança deverá ser o interesse director daqueles que têm a responsabilidade pela sua educação e orientação; tal responsabilidade incumbe, em primeira instância, aos seus pais.
• A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras os quais deverão estar dirigidos à educação; a sociedade e as autoridades públicas esforçar-se-ão para promover o exercício deste direito.
• A criança tem direito a receber educação escolar, a qual será gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares. Dar-se-á à criança uma educação que favoreça a sua cultura geral e lhe permita - em condições de igualdade de oportunidades – desenvolver as suas aptidões e a sua individualidade, bem como o seu senso de responsabilidade social e moral.

Princípio VIII - Direito a ser socorrido em primeiro lugar, em caso de catástrofes.

• A criança deve - em todas as circunstâncias - figurar entre os primeiros a receber protecção e auxílio.
Princípio IX - Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.
• A criança deve ser protegida contra todas as formas de abandono, crueldade e exploração. Não será objecto de nenhum tipo de tráfico.
• Não se deverá permitir que a criança trabalhe antes de uma idade mínima adequada; em caso algum será permitido que a criança se dedique, ou a ela se imponha, qualquer ocupação ou emprego que possa prejudicar a sua saúde ou a sua educação, ou impedir o seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

Princípio X - Direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão,
amizade e justiça entre os povos.

• A criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa, ou de qualquer outra índole. Deve ser educada dentro de um espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e fraternidade universais e com plena consciência de que deve consagrar as suas energias e aptidões ao serviço dos seus semelhantes.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Para ter amigos tem que se ter berlindes...

Nunca pensei ouvir nada semelhante...afinal depois de um enorme drama o pequeno Príncipe explicou-me que lá na escola para ter amigos é preciso ter berlindes...

Tão pequenos e já com o maldito "interesse" metido nas amizades! Tentei explicar que para ter amigos é preciso apenas ser amigo.

Com a velocidade que isto leva, mais uns anos e só tem amigos se tiver um BMW ou qualquer coisa assim!

Enfim, parece que nesta idade os "berlindes" compram amizades.

Esta é a semente da sociedade em que vivemos, lá no sítio é importante quem tem berlindes!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Quando as crianças perguntam...estão preparadas para ouvir a resposta!

Depois de três meses em que tivemos que nos debater com questões difíceis como a perca de um ente querido...aprendemos a lidar com o fenómeno "morte"!

Tem sido difícil para o nosso Príncipe a gestão deste tema, da perca, da ausência, da saudade, do inexplicável, das perguntas sem resposta...

Começou a perguntar o que é um cemitério, como é que as pessoas vão lá parar, e veio o pedido sacramental... "-Quero ir ver o meu tio "Pedro" ao cemitério!"

Pensei que ia esquecer....mas nem tanto, insistiu muito.

E aqui a Mamã, encheu-se de coragem e lá foi calmamente (respondendo a todas as questões) com ele, visitar o seu tio e padrinho, que morreu de repente com vinte e sete anos...sem grande explicação!

Não é fácil...também para nós que temos dificuldade em aceitar,mas tenho a certeza que o nosso pequeno Príncipe é um menino muito especial e precisava muito do conforto de tentar realizar melhor o que aconteceu...

Sob o lema de que "quando as crianças perguntam...estão preparadas para ouvir a resposta!" não quero esconder-lhes nada nunca!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Voltei...

Depois de algum tempo de ausência (que me soube bem), porque apesar de tudo, embora "animal" de hábitos, gosto de alterar as rotinas, voltei!

Porque gosto do espaço, do tempo a ele dedicado... Pronto, acho que de vez em quando todas nós precisamos de "silenciar" um pouco.

Por cá, grandes mudanças vão ganhando forma, eles, a crescer e a mexer, como costumo sempre dizer quando me perguntam como estão.

O pequeno grande Príncipe debate-se com imenso trabalho inerente à sua 1ª classe, que é definitivamente um ano de mudança, de responsabilização.

A Fadinha, essa anda sempre alegre e bem disposta a cantarolar...

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